A Coca-Cola apresenta o Oakley Saquarema Prime nos dias 24 a 29 na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ)
Cobertura Do Surf Foco com Entrevistas e Matérias diretamente do Campeonato

Jeremy Flores leva coroa do Billabong Pipe Masters


Jeremy Flores reinando nos tubos do Backdoor. (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)
Com apenas 22 anos de idade, o francês Jeremy Flores se tornou o primeiro europeu a ser coroado como campeão do Pipeline Masters nos 40 anos do evento, completados no Billabong Pipe Masters 2010. Ele surfou um lindo tubo na final para derrotar o australiano Kieren Perrow, 33, nas direitas do Backdoor, onde também barrou o decacampeão mundial Kelly Slater nas semifinais. Já o título da Triplice Coroa Havaiana ficou para o australiano Joel Parkinson, que festejou o tricampeonato consecutivo de melhor surfista nas três provas que fecham o ASP World Tour na ilha de Oahu.)
Infelizmente, Banzai Pipeline não bombou suas esquerdas neste ano e o último desafio da temporada poderia até ficar com o nome de Billabong Backdoor Masters, pois os três dias da competição rolaram nas direitas do templo sagrado do esporte. Na quinta-feira, as séries de ondas ficaram entre 4-6 pés, apresentando bons tubos durante as baterias das quartas de final, semifinais e da última decisão do ano.
Foi num deles que Jeremy Flores arrancou uma nota 9,37 para conquistar a primeira vitória da sua carreira no ASP World Tour. Poucas ondas entraram na final toda liderada pelo australiano Kieren Perrow, que também buscava seu primeiro título na divisão de elite do surfe mundial. No entanto, o maior momento de Flores foi na semifinal contra Kelly Slater, quando parou o grande favorito na onda que surfou nos últimos segundos.
O francês da Ilha Reunião começou melhor com nota 9,57, enquanto Slater iniciou com duas ondas fracas e só na terceira tentativa conseguiu tirar um 7,40 dos juízes. Mas, o número 1 do mundo também pegou um tubo mais fantástico ainda há 7 minutos do fim da bateria e assumiu a ponta com uma nota 9,83, abrindo 7,67 pontos de vantagem para Jeremy Flores. O francês ainda surfou duas ondas. Na primeira não deu a virada, mas na que pegou nos segundos finais recebeu nota 7,93 para vencer por décimos de diferença, 17,50 x 17,23 pontos.
Os 10.000 pontos da vitória no Billabong Pipe Masters levaram o francês do 12.o para o nono lugar no ranking final do ASP Dream Tour 2010. Esta posição estava sendo ocupada pelo brasileiro Adriano de Souza, que terminou em décimo na classificação geral da temporada. O título inédito de Jeremy Flores também valeu um prêmio de 75.000 dólares. Já o vice-campeão Kieren Perrow ganhou 30.000 dólares e subiu da 22.a para a 14.a colocação no ranking, logo atrás do potiguar Jadson André, que ficou em 13.o lugar no seu ano de estreia na divisão de elite.
No ano que vem, além dos dois, o Brasil terá mais três representantes, o cearense Heitor Alves, o carioca Raoni Monteiro e o catarinense Alejo Muniz. Outra grande novidade para 2011 é o retorno da etapa brasileira do ASP Tour para o Rio de Janeiro. O Billabong Pro Rio vai oferecer a maior premiação da temporada, 500.000 dólares só para o masculino. E também volta a realizar uma etapa do ASP Women´s Tour com 10.000 dólares a mais do que os 110.000 dólares oferecidos nas outras do Circuito Feminino. As duas provas vão rolar entre os dias 11 e 22 de maio na capital carioca. O evento é móvel e a sede principal será instalada na Barra da Tijuca.
FINAL DO BILLABONG PIPE MASTERS 2010:Campeão: Jeremy Flores (FRA) com 14,54 pontos - US$ 75.000 e 10.000 pontos no ranking
Vice-campeão: Kieren Perrow (AUS) com 13,77 pontos - US$ 30.000 e 8.000 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar – 6.500 pontos e US$ 17.000:
1.a: Jeremy Flores (FRA) 17.50 x 17.23 Kelly Slater (EUA)
2.a: Kieren Perrow (AUS) 15.03 x 6.83 Dane Reynolds (EUA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar – 5.250 pontos e US$ 13.250:
1.a: Jeremy Flores (FRA) 14.00 x 7.43 Owen Wright (AUS)
2.a: Kelly Slater (EUA) 12.94 x 3.16 Adrian Buchan (AUS)
3.a: Kieren Perrow (AUS) 13.00 x 12.00 Jordy Smith (AFR)
4.a: Dane Reynolds (EUA) 17.00 x 3.37 Taylor Knox (EUA)
TOP-22 DO ASP TOUR 2010 MANTIDOS PARA 2011:
01: Kelly Slater (EUA) – 67.000 pontos
02: Jordy Smith (AFR) – 48.750
03: Mick Fanning (AUS) – 42.750
04: Taj Burrow (AUS) – 40.750
04: Dane Reynolds (EUA) – 40.750
06: Bede Durbidge (AUS) – 38.500
07: Adrian Buchan (AUS) – 37.250
07: Owen Wright (AUS) – 37.250
09: Jeremy Flores (FRA) – 35.750
10: Adriano de Souza (BRA) – 32.000
11: Michel Bourez (TAH) – 30.500
12: Damien Hobgood (EUA) – 29.000
13: Jadson André (BRA) – 27.000
14: Kieren Perrow (AUS) – 26.750
14: Chris Davidson (AUS) – 26.750
16: C. J. Hobgood (EUA) – 25.750
17: Taylor Knox (EUA) – 25.000
18: Andy Irons (HAV) – 22.500 – “in memoriam”
19: Fredrick Patacchia (HAV) – 21.500
20: Bobby Martinez (EUA) – 21.000
21: Tiago Pires (PRT) – 20.250
22: Patrick Gudauskas (EUA) – 19.750
23: Brett Simpson (EUA) – 19.500
10 CLASSIFICADOS PELO ASP WORLD RANKING:01: Joel Parkinson (AUS) – 18.o no ranking unificado
02: Heitor Alves (BRA) – 21.o
03: Matt Wilkinson (AUS) – 22.o
04: Adam Melling (AUS) – 27.o
05: Daniel Ross (AUS) – 28.o
06: Raoni Monteiro (BRA) – 29.o
07: Josh Kerr (AUS) – 30.o
08: Alejo Muniz (BRA) – 31.o
09: Dusty Payne (HAV) – 32.o
10: Julian Wilson (AUS) – 33.o

Veja a lista final da elite nacional do BRASIL SURF PRO 2011


2010 foi um ano de ouro para o surfe de Santa Catarina. Jean da Silva foi o primeiro catarinense campeão brasileiro nos 24 anos de história do circuito da ABRASP, Tomas Hermes venceu a última etapa do Brasil Surf Pro, foi o campeão brasileiro da Divisão de Acesso - ABRASP Brasil Tour 2010 - e catarinense, Willian Cardoso faturou o título sul-americano da ASP South America e Alejo Muniz e Jacqueline Silva entraram na elite mundial do ASP World Tour!Veja a lista das elites masculina e feminina para a Divisão Principal do Circuito Brasileiro de 2011, após as últimas etapas do Brasil Surf Pro 2010 e do Circuito Catarinense encerrado no dia 19 de dezembro em Garopaba, que fechou a relação dos 15 que sobem pela Divisão de Acesso e confirmou a classificação de Willian Cardoso pelo ranking estadual.
O novo grupo masculino do Brasil Surf Pro 2011 será formado por 52 surfistas: os 30 primeiros colocados no BSP 2010, com 15 indicados pelo ranking da Divisão de Acesso - ABRASP Brasil Tour - e 7 pelos estaduais e regionais homolgados pela ABRASP, sendo 3 pelo Circuito Nordestino, com os estaduais do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, classificando um cada.
Veja também o grupo feminino das 14 surfistas para o BRASIL SURF PRO 2011, com os resultados das cinco etapas do Brasil Surf Pro e das três do Circuito Petrobras de Surfe Feminino. O mesmo arquivo ainda apresenta a relação dos integrantes da elite de 2010 que perderam suas vagas na Divisão Principal do Circuito Brasileiro. Acesse!!!!
Tomas Hermes festejou três títulos em duas semanas. (Foto: Basilio Ruy / Fecasurf)
Tomas Hermes festejou três títulos em duas semanas. (Foto: Basilio Ruy / Fecasurf)

Premiação 2010

2011 promete circuitos ainda mais fortes no Rio de Janeiro.

Após um ano de muitas ondas e disputas intensas dentro d'água, chegou a hora da FESERJ (Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro) premiar seus campeões amadores, no circuito Sub 18 e Sub 14. A entrega de prêmios para os 10 campeões, nas 10 categorias que compõem os dois circuitos amadores, além do profissional, foi no sábado, 18 de Dezembro, no Parque Marapendi, no Recreio dos Bandeirantes. 

Com os melhores atletas do estado presentes, o clima era de confraternização e muita alegria por tudo que aconteceu no ano. Os atletas ainda puderam conferir um vídeo com os melhores momentos das competições em 2010, que prestigiou todos os surfistas que participaram dos campeonatos. 

"Os eventos superaram as expectativas," disse Pedro Falcão, atual presidente da Federação. "Esta festa é um momento único. Um encontro com a energia de Caio Monteiro, ex técnico da equipe carioca e que dá nome ao troféu, e onde os melhores da temporada são homenageados," completou ele. 

Pedro deixará a presidência ao final do ano, passando a guarda para Abílio Fernandes, atual vice presidente. Ele assumirá o cargo de gerente executivo da FESERJ, cuidando de toda a comercialização dos eventos, que segundo ele já devem ganhar investimentos para 2011. 

"Estamos estudando usar a lei do incentivo para os circuitos Sub 14 e Sub 18. Já o circuito profissional deverá ter sete etapas, sendo quatro a partir de 22 de janeiro, no norte-fluminense. Já as outras três, com R$30 mil em prêmios, acontecem durante a temporada," explicou ele. 

Mas enquanto 2011 não chega, os campeões amadores e o campeão profissional de 2010 fazem a festa no Rio de Janeiro. 

Eles são: 

Categorias / Atletas:

Pré Petiz (Até 8 Anos):

1º Lugar: Daniel Templar
2º Lugar: Valentino Belga
3º Lugar: Kauai Pinheiro
4º Lugar: Kauan Seixas

Petiz (Até 10 Anos):

1º Lugar: João Vitor (Bi-Campeão) 
2º Lugar: Rodrigo Bandeira
3º Lugar: Danilo De Souza
4º Lugar: Paulo Renato

Infantil (Até 12 Anos):

1º Lugar: Theo Frésia
2º Lugar: Luca Nolasco
3º Lugar: Vitor Soares
4º Lugar: Danilo De Souza

Iniciantes (Até 14 Anos):

1º Lugar: Pedro Neves (Bi-Campeão) 
2º Lugar: Bruno Baldner
3º Lugar: Dávio Figueiredo
4º Lugar: Lucas Base

Feminino Iniciantes (Até 14 Anos):

1º Lugar: Wendy Guimarães (Bi-Campeã) 
2º Lugar: Karol Ribeiro
3º Lugar: Kayane Reis
4º Lugar: Luara Thompson

Mirim (Até 16 Anos):

1º Lugar: Daniel Munhoz
2º Lugar: Facundo Arreyes
3º Lugar: Pedro Henrique
4º Lugar: Pedro Meireles

Júnior (Até 18 Anos):

1º Lugar: Daniel Gonçalves
2º Lugar: Arthur Souza
3º Lugar: João Paulo Zampier
4º Lugar: Pedro Henrique

Feminino Junior (Até 18 Anos): 

1º Lugar: Luciana Sushi
2º Lugar: Carol Fernandes
3º Lugar: Chloé Calmon
4º Lugar: Ingrid Gallo

Surdos (Aberta):

1º Lugar: Angelo Moura
2º Lugar: Willian Fontes
3º Lugar: Fábio Quintella
4º Lugar: Carlos Mudinho

Longboard Junior (Até 18 Anos):

1º Lugar: Chloé Calmon
2º Lugar: Thalles Tavares
3º Lugar: Patrick Ribeiro
4º Lugar: Andinho

Profissional Masculino :

1º Lugar: Igor Morais
2º Lugar: Flávio Costa
3º Lugar: Anselmo Correia
4º Lugar: Marcelo Bispo

Por Daniel Vianna

Verdades na Preparação Física dos Surfistas


Marcos Sifu mandando mais um de seus aéreos. Foto: Fabio Minduim

Atualmente, o surfe tem um expressivo número de praticantes no Brasil, com aproximadamente 2,7 milhões de surfistas. A International Surf Association estima o impressionante número de 17 milhões de praticantes distribuídos por mais de 70 países e sua indústria move cerca de 2,5 milhões de dólares anuais. O Brasil, os Estados Unidos e a Austrália são as três maiores potências do surfe mundial. Embora seja um esporte de expressão, a literatura científica sobre essa modalidade é escassa, tendo apenas poucos autores e trabalhos nessa área. Vou citar alguns deles nesse post.

Acredita-se na crescente expansão do surf como um esporte com maior amparo científico, em que regras e condutas são previamente discutidas e padronizadas com o embasamento necessário, para a otimização do desempenho dos praticantes. No entanto, no cotidiano de grande parte dos atletas, especula-se que poucos surfistas utilizam-se de meios, métodos e técnicas, bem como não apresentam o treinamento desportivo bem definido.

Marcelo Trekinho encarando uma bomba no pontão do leblon. Foto: Fabio Minduim

Na imagem popular, o surfista aparece como um esportista de boa aparência física e de hábitos saudáveis de vida. Sabe-se que estes necessitam de um bom condicionamento físico para suportar os desafios do mar, visto que, em cada sessão de surf permanecem, em média, 3 horas dentro d'água. (LUZ et al, 2003). Entretanto quando observamos a região da coluna vertebral destes praticantes, notamos que um grande número apresenta desvios acentuados na região da coluna lombar e estes referem queixas de dores como de intensidade moderada e grave (LUZ et al, 2003).

Pensando na prática esportiva enquanto atividade física e a mesma sendo um dos fatores mais importantes para qualidade de vida, deve ser praticada buscando saúde e satisfação pessoal do praticante.

A falta de preparação adequada pode fazer com que um ou mais variáveis relacionados com o desempenho, como a produção de energia aeróbia e anaeróbia, força muscular, coordenação, economia de movimentos e fatores motivacionais, não sejam maximizados e consequentemente trazer prejuízo ao desempenho do surfista.

LUZ, et al 2003 investigando atletas de nível internacional menciona a importância de programas de treinamento físico específico e paralelo ao surf. Seu estudo apresenta dados como: os surfistas praticam o esporte praticamente os 7 dias da semana durante 3 horas diárias, sendo que a maioria destes realiza trabalho de alongamento com tempo inferior a 10 minutos diariamente e menos de 50% destes realiza um trabalho extra de fortalecimento muscular apenas 2 vezes na semana.

A força muscular é um requerimento básico para o surfe. O fortalecimento da musculatura para remada e manobras, além de melhorar a qualidade das manobras no surfe, é fundamental para prevenção de lesões.

A Flexibilidade se refere à amplitude de movimento de uma articulação. O desenvolvimento da flexibilidade permite aumentar a amplitude de movimento das articulações, melhorando o desempenho esportivo e diminuindo o risco de lesões musculares.

Em uma pesquisa feita no circuito mundial de surf, o Ombongo Pro Surfing WQS no ano 2002, traçou um perfil dos atletas participantes, em que apresentaram média de idade de 24 anos, massa corporal com média de 69 kg, estatura de 1,70 e com média de 11 pranchas para uso. Todos os atletas surfavam diariamente, a maioria destes faziam alongamentos regularmente, e menos da metade dos atletas realizavam outras práticas desportivas como complemento poucos dias na semana.

Não é a toa que Phil Rajzman é um dos melhores Longboarders do mundo. Fabio Minduim

Outro estudo realizado com atletas profissionais catarinenses em 2006, mostra a inadequação da forma da preparação física. Os resultados indicaram que grande parte dos atletas não realizava avaliações periodicamente. Apesar de (80%) possuírem um treinador, foi escasso o acompanhamento de um profissional habilitado durante as sessões de treino e/ou competições. Muitos atletas não seguiam orientação nutricional (70%), no entanto, 40% utilizam carboidratos e 30% aminoácidos. Assim, percebeu-se que são insuficientes as informações específicas sobre as características do treinamento desportivo de surfistas profissionais, os resultados obtidos no presente estudo, indicam que grande parte dos surfistas profissionais catarinenses, treina de forma inadequada, sendo incompatível com o treinamento desportivo contemporâneo.

Com relação às lesões, outro estudo feito em uma etapa do Campeonato Brasileiro de Surfe Profissional, São Sebastião-SP, em 2005. A análise dos resultados encontrados permitiu concluir que o índice de lesões dos atletas profissionais brasileiros entrevistados foi baixo e que a natureza das lesões foi essencialmente traumática, sobretudo nos membros inferiores e na cabeça, a prancha aparecendo como principal agente etiológico.

Tais informações são úteis para melhor conhecimento desse esporte, tanto por praticantes quanto por profissionais da área da saúde, que podem auxiliar na elaboração de propostas de treinamento e trabalhos de prevenção e tratamento, este visando reduzir os riscos de lesão, aquele proporcionando uma melhora no desempenho do surfe.

A carência de referências bibliográficas sobre o surf na literatura representa um desafio aos profissionais da área, pois pouco se sabe sobre as atividades que os atletas realizam para melhorar seu desempenho. Por isso, pesquisadores, o mar e os seus atletas também podem ser o nosso desafio para novas leituras e descobertas científicas. Vamos aproveitar a dica e publicar!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Coca-Cola apresenta o Oakley Saquarema Prime nos dias 24 a 29 na Praia de Itaúna, em Saquarema (RJ)
Cobertura Do Surf Foco com Entrevistas e Matérias diretamente do Campeonato

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Jeremy Flores leva coroa do Billabong Pipe Masters


Jeremy Flores reinando nos tubos do Backdoor. (Foto: Kirstin Scholtz / ASP)
Com apenas 22 anos de idade, o francês Jeremy Flores se tornou o primeiro europeu a ser coroado como campeão do Pipeline Masters nos 40 anos do evento, completados no Billabong Pipe Masters 2010. Ele surfou um lindo tubo na final para derrotar o australiano Kieren Perrow, 33, nas direitas do Backdoor, onde também barrou o decacampeão mundial Kelly Slater nas semifinais. Já o título da Triplice Coroa Havaiana ficou para o australiano Joel Parkinson, que festejou o tricampeonato consecutivo de melhor surfista nas três provas que fecham o ASP World Tour na ilha de Oahu.)
Infelizmente, Banzai Pipeline não bombou suas esquerdas neste ano e o último desafio da temporada poderia até ficar com o nome de Billabong Backdoor Masters, pois os três dias da competição rolaram nas direitas do templo sagrado do esporte. Na quinta-feira, as séries de ondas ficaram entre 4-6 pés, apresentando bons tubos durante as baterias das quartas de final, semifinais e da última decisão do ano.
Foi num deles que Jeremy Flores arrancou uma nota 9,37 para conquistar a primeira vitória da sua carreira no ASP World Tour. Poucas ondas entraram na final toda liderada pelo australiano Kieren Perrow, que também buscava seu primeiro título na divisão de elite do surfe mundial. No entanto, o maior momento de Flores foi na semifinal contra Kelly Slater, quando parou o grande favorito na onda que surfou nos últimos segundos.
O francês da Ilha Reunião começou melhor com nota 9,57, enquanto Slater iniciou com duas ondas fracas e só na terceira tentativa conseguiu tirar um 7,40 dos juízes. Mas, o número 1 do mundo também pegou um tubo mais fantástico ainda há 7 minutos do fim da bateria e assumiu a ponta com uma nota 9,83, abrindo 7,67 pontos de vantagem para Jeremy Flores. O francês ainda surfou duas ondas. Na primeira não deu a virada, mas na que pegou nos segundos finais recebeu nota 7,93 para vencer por décimos de diferença, 17,50 x 17,23 pontos.
Os 10.000 pontos da vitória no Billabong Pipe Masters levaram o francês do 12.o para o nono lugar no ranking final do ASP Dream Tour 2010. Esta posição estava sendo ocupada pelo brasileiro Adriano de Souza, que terminou em décimo na classificação geral da temporada. O título inédito de Jeremy Flores também valeu um prêmio de 75.000 dólares. Já o vice-campeão Kieren Perrow ganhou 30.000 dólares e subiu da 22.a para a 14.a colocação no ranking, logo atrás do potiguar Jadson André, que ficou em 13.o lugar no seu ano de estreia na divisão de elite.
No ano que vem, além dos dois, o Brasil terá mais três representantes, o cearense Heitor Alves, o carioca Raoni Monteiro e o catarinense Alejo Muniz. Outra grande novidade para 2011 é o retorno da etapa brasileira do ASP Tour para o Rio de Janeiro. O Billabong Pro Rio vai oferecer a maior premiação da temporada, 500.000 dólares só para o masculino. E também volta a realizar uma etapa do ASP Women´s Tour com 10.000 dólares a mais do que os 110.000 dólares oferecidos nas outras do Circuito Feminino. As duas provas vão rolar entre os dias 11 e 22 de maio na capital carioca. O evento é móvel e a sede principal será instalada na Barra da Tijuca.
FINAL DO BILLABONG PIPE MASTERS 2010:Campeão: Jeremy Flores (FRA) com 14,54 pontos - US$ 75.000 e 10.000 pontos no ranking
Vice-campeão: Kieren Perrow (AUS) com 13,77 pontos - US$ 30.000 e 8.000 pontos
SEMIFINAIS – 3.o lugar – 6.500 pontos e US$ 17.000:
1.a: Jeremy Flores (FRA) 17.50 x 17.23 Kelly Slater (EUA)
2.a: Kieren Perrow (AUS) 15.03 x 6.83 Dane Reynolds (EUA)
QUARTAS DE FINAL – 5.o lugar – 5.250 pontos e US$ 13.250:
1.a: Jeremy Flores (FRA) 14.00 x 7.43 Owen Wright (AUS)
2.a: Kelly Slater (EUA) 12.94 x 3.16 Adrian Buchan (AUS)
3.a: Kieren Perrow (AUS) 13.00 x 12.00 Jordy Smith (AFR)
4.a: Dane Reynolds (EUA) 17.00 x 3.37 Taylor Knox (EUA)
TOP-22 DO ASP TOUR 2010 MANTIDOS PARA 2011:
01: Kelly Slater (EUA) – 67.000 pontos
02: Jordy Smith (AFR) – 48.750
03: Mick Fanning (AUS) – 42.750
04: Taj Burrow (AUS) – 40.750
04: Dane Reynolds (EUA) – 40.750
06: Bede Durbidge (AUS) – 38.500
07: Adrian Buchan (AUS) – 37.250
07: Owen Wright (AUS) – 37.250
09: Jeremy Flores (FRA) – 35.750
10: Adriano de Souza (BRA) – 32.000
11: Michel Bourez (TAH) – 30.500
12: Damien Hobgood (EUA) – 29.000
13: Jadson André (BRA) – 27.000
14: Kieren Perrow (AUS) – 26.750
14: Chris Davidson (AUS) – 26.750
16: C. J. Hobgood (EUA) – 25.750
17: Taylor Knox (EUA) – 25.000
18: Andy Irons (HAV) – 22.500 – “in memoriam”
19: Fredrick Patacchia (HAV) – 21.500
20: Bobby Martinez (EUA) – 21.000
21: Tiago Pires (PRT) – 20.250
22: Patrick Gudauskas (EUA) – 19.750
23: Brett Simpson (EUA) – 19.500
10 CLASSIFICADOS PELO ASP WORLD RANKING:01: Joel Parkinson (AUS) – 18.o no ranking unificado
02: Heitor Alves (BRA) – 21.o
03: Matt Wilkinson (AUS) – 22.o
04: Adam Melling (AUS) – 27.o
05: Daniel Ross (AUS) – 28.o
06: Raoni Monteiro (BRA) – 29.o
07: Josh Kerr (AUS) – 30.o
08: Alejo Muniz (BRA) – 31.o
09: Dusty Payne (HAV) – 32.o
10: Julian Wilson (AUS) – 33.o

Veja a lista final da elite nacional do BRASIL SURF PRO 2011


2010 foi um ano de ouro para o surfe de Santa Catarina. Jean da Silva foi o primeiro catarinense campeão brasileiro nos 24 anos de história do circuito da ABRASP, Tomas Hermes venceu a última etapa do Brasil Surf Pro, foi o campeão brasileiro da Divisão de Acesso - ABRASP Brasil Tour 2010 - e catarinense, Willian Cardoso faturou o título sul-americano da ASP South America e Alejo Muniz e Jacqueline Silva entraram na elite mundial do ASP World Tour!Veja a lista das elites masculina e feminina para a Divisão Principal do Circuito Brasileiro de 2011, após as últimas etapas do Brasil Surf Pro 2010 e do Circuito Catarinense encerrado no dia 19 de dezembro em Garopaba, que fechou a relação dos 15 que sobem pela Divisão de Acesso e confirmou a classificação de Willian Cardoso pelo ranking estadual.
O novo grupo masculino do Brasil Surf Pro 2011 será formado por 52 surfistas: os 30 primeiros colocados no BSP 2010, com 15 indicados pelo ranking da Divisão de Acesso - ABRASP Brasil Tour - e 7 pelos estaduais e regionais homolgados pela ABRASP, sendo 3 pelo Circuito Nordestino, com os estaduais do Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, classificando um cada.
Veja também o grupo feminino das 14 surfistas para o BRASIL SURF PRO 2011, com os resultados das cinco etapas do Brasil Surf Pro e das três do Circuito Petrobras de Surfe Feminino. O mesmo arquivo ainda apresenta a relação dos integrantes da elite de 2010 que perderam suas vagas na Divisão Principal do Circuito Brasileiro. Acesse!!!!
Tomas Hermes festejou três títulos em duas semanas. (Foto: Basilio Ruy / Fecasurf)
Tomas Hermes festejou três títulos em duas semanas. (Foto: Basilio Ruy / Fecasurf)

Premiação 2010

2011 promete circuitos ainda mais fortes no Rio de Janeiro.

Após um ano de muitas ondas e disputas intensas dentro d'água, chegou a hora da FESERJ (Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro) premiar seus campeões amadores, no circuito Sub 18 e Sub 14. A entrega de prêmios para os 10 campeões, nas 10 categorias que compõem os dois circuitos amadores, além do profissional, foi no sábado, 18 de Dezembro, no Parque Marapendi, no Recreio dos Bandeirantes. 

Com os melhores atletas do estado presentes, o clima era de confraternização e muita alegria por tudo que aconteceu no ano. Os atletas ainda puderam conferir um vídeo com os melhores momentos das competições em 2010, que prestigiou todos os surfistas que participaram dos campeonatos. 

"Os eventos superaram as expectativas," disse Pedro Falcão, atual presidente da Federação. "Esta festa é um momento único. Um encontro com a energia de Caio Monteiro, ex técnico da equipe carioca e que dá nome ao troféu, e onde os melhores da temporada são homenageados," completou ele. 

Pedro deixará a presidência ao final do ano, passando a guarda para Abílio Fernandes, atual vice presidente. Ele assumirá o cargo de gerente executivo da FESERJ, cuidando de toda a comercialização dos eventos, que segundo ele já devem ganhar investimentos para 2011. 

"Estamos estudando usar a lei do incentivo para os circuitos Sub 14 e Sub 18. Já o circuito profissional deverá ter sete etapas, sendo quatro a partir de 22 de janeiro, no norte-fluminense. Já as outras três, com R$30 mil em prêmios, acontecem durante a temporada," explicou ele. 

Mas enquanto 2011 não chega, os campeões amadores e o campeão profissional de 2010 fazem a festa no Rio de Janeiro. 

Eles são: 

Categorias / Atletas:

Pré Petiz (Até 8 Anos):

1º Lugar: Daniel Templar
2º Lugar: Valentino Belga
3º Lugar: Kauai Pinheiro
4º Lugar: Kauan Seixas

Petiz (Até 10 Anos):

1º Lugar: João Vitor (Bi-Campeão) 
2º Lugar: Rodrigo Bandeira
3º Lugar: Danilo De Souza
4º Lugar: Paulo Renato

Infantil (Até 12 Anos):

1º Lugar: Theo Frésia
2º Lugar: Luca Nolasco
3º Lugar: Vitor Soares
4º Lugar: Danilo De Souza

Iniciantes (Até 14 Anos):

1º Lugar: Pedro Neves (Bi-Campeão) 
2º Lugar: Bruno Baldner
3º Lugar: Dávio Figueiredo
4º Lugar: Lucas Base

Feminino Iniciantes (Até 14 Anos):

1º Lugar: Wendy Guimarães (Bi-Campeã) 
2º Lugar: Karol Ribeiro
3º Lugar: Kayane Reis
4º Lugar: Luara Thompson

Mirim (Até 16 Anos):

1º Lugar: Daniel Munhoz
2º Lugar: Facundo Arreyes
3º Lugar: Pedro Henrique
4º Lugar: Pedro Meireles

Júnior (Até 18 Anos):

1º Lugar: Daniel Gonçalves
2º Lugar: Arthur Souza
3º Lugar: João Paulo Zampier
4º Lugar: Pedro Henrique

Feminino Junior (Até 18 Anos): 

1º Lugar: Luciana Sushi
2º Lugar: Carol Fernandes
3º Lugar: Chloé Calmon
4º Lugar: Ingrid Gallo

Surdos (Aberta):

1º Lugar: Angelo Moura
2º Lugar: Willian Fontes
3º Lugar: Fábio Quintella
4º Lugar: Carlos Mudinho

Longboard Junior (Até 18 Anos):

1º Lugar: Chloé Calmon
2º Lugar: Thalles Tavares
3º Lugar: Patrick Ribeiro
4º Lugar: Andinho

Profissional Masculino :

1º Lugar: Igor Morais
2º Lugar: Flávio Costa
3º Lugar: Anselmo Correia
4º Lugar: Marcelo Bispo

Por Daniel Vianna

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Verdades na Preparação Física dos Surfistas


Marcos Sifu mandando mais um de seus aéreos. Foto: Fabio Minduim

Atualmente, o surfe tem um expressivo número de praticantes no Brasil, com aproximadamente 2,7 milhões de surfistas. A International Surf Association estima o impressionante número de 17 milhões de praticantes distribuídos por mais de 70 países e sua indústria move cerca de 2,5 milhões de dólares anuais. O Brasil, os Estados Unidos e a Austrália são as três maiores potências do surfe mundial. Embora seja um esporte de expressão, a literatura científica sobre essa modalidade é escassa, tendo apenas poucos autores e trabalhos nessa área. Vou citar alguns deles nesse post.

Acredita-se na crescente expansão do surf como um esporte com maior amparo científico, em que regras e condutas são previamente discutidas e padronizadas com o embasamento necessário, para a otimização do desempenho dos praticantes. No entanto, no cotidiano de grande parte dos atletas, especula-se que poucos surfistas utilizam-se de meios, métodos e técnicas, bem como não apresentam o treinamento desportivo bem definido.

Marcelo Trekinho encarando uma bomba no pontão do leblon. Foto: Fabio Minduim

Na imagem popular, o surfista aparece como um esportista de boa aparência física e de hábitos saudáveis de vida. Sabe-se que estes necessitam de um bom condicionamento físico para suportar os desafios do mar, visto que, em cada sessão de surf permanecem, em média, 3 horas dentro d'água. (LUZ et al, 2003). Entretanto quando observamos a região da coluna vertebral destes praticantes, notamos que um grande número apresenta desvios acentuados na região da coluna lombar e estes referem queixas de dores como de intensidade moderada e grave (LUZ et al, 2003).

Pensando na prática esportiva enquanto atividade física e a mesma sendo um dos fatores mais importantes para qualidade de vida, deve ser praticada buscando saúde e satisfação pessoal do praticante.

A falta de preparação adequada pode fazer com que um ou mais variáveis relacionados com o desempenho, como a produção de energia aeróbia e anaeróbia, força muscular, coordenação, economia de movimentos e fatores motivacionais, não sejam maximizados e consequentemente trazer prejuízo ao desempenho do surfista.

LUZ, et al 2003 investigando atletas de nível internacional menciona a importância de programas de treinamento físico específico e paralelo ao surf. Seu estudo apresenta dados como: os surfistas praticam o esporte praticamente os 7 dias da semana durante 3 horas diárias, sendo que a maioria destes realiza trabalho de alongamento com tempo inferior a 10 minutos diariamente e menos de 50% destes realiza um trabalho extra de fortalecimento muscular apenas 2 vezes na semana.

A força muscular é um requerimento básico para o surfe. O fortalecimento da musculatura para remada e manobras, além de melhorar a qualidade das manobras no surfe, é fundamental para prevenção de lesões.

A Flexibilidade se refere à amplitude de movimento de uma articulação. O desenvolvimento da flexibilidade permite aumentar a amplitude de movimento das articulações, melhorando o desempenho esportivo e diminuindo o risco de lesões musculares.

Em uma pesquisa feita no circuito mundial de surf, o Ombongo Pro Surfing WQS no ano 2002, traçou um perfil dos atletas participantes, em que apresentaram média de idade de 24 anos, massa corporal com média de 69 kg, estatura de 1,70 e com média de 11 pranchas para uso. Todos os atletas surfavam diariamente, a maioria destes faziam alongamentos regularmente, e menos da metade dos atletas realizavam outras práticas desportivas como complemento poucos dias na semana.

Não é a toa que Phil Rajzman é um dos melhores Longboarders do mundo. Fabio Minduim

Outro estudo realizado com atletas profissionais catarinenses em 2006, mostra a inadequação da forma da preparação física. Os resultados indicaram que grande parte dos atletas não realizava avaliações periodicamente. Apesar de (80%) possuírem um treinador, foi escasso o acompanhamento de um profissional habilitado durante as sessões de treino e/ou competições. Muitos atletas não seguiam orientação nutricional (70%), no entanto, 40% utilizam carboidratos e 30% aminoácidos. Assim, percebeu-se que são insuficientes as informações específicas sobre as características do treinamento desportivo de surfistas profissionais, os resultados obtidos no presente estudo, indicam que grande parte dos surfistas profissionais catarinenses, treina de forma inadequada, sendo incompatível com o treinamento desportivo contemporâneo.

Com relação às lesões, outro estudo feito em uma etapa do Campeonato Brasileiro de Surfe Profissional, São Sebastião-SP, em 2005. A análise dos resultados encontrados permitiu concluir que o índice de lesões dos atletas profissionais brasileiros entrevistados foi baixo e que a natureza das lesões foi essencialmente traumática, sobretudo nos membros inferiores e na cabeça, a prancha aparecendo como principal agente etiológico.

Tais informações são úteis para melhor conhecimento desse esporte, tanto por praticantes quanto por profissionais da área da saúde, que podem auxiliar na elaboração de propostas de treinamento e trabalhos de prevenção e tratamento, este visando reduzir os riscos de lesão, aquele proporcionando uma melhora no desempenho do surfe.

A carência de referências bibliográficas sobre o surf na literatura representa um desafio aos profissionais da área, pois pouco se sabe sobre as atividades que os atletas realizam para melhorar seu desempenho. Por isso, pesquisadores, o mar e os seus atletas também podem ser o nosso desafio para novas leituras e descobertas científicas. Vamos aproveitar a dica e publicar!